Você sabe qual é a real importância do protetor solar e como ele é produzido? Hoje iremos responder essas dúvidas!
A exposição à radiação solar faz parte da rotina de todas as pessoas. Porém, quando ocorre de forma excessiva e sem proteção adequada, pode causar diversos danos à pele. A radiação ultravioleta (UV), emitida pelo sol, é capaz de provocar alterações nas células da pele, levando desde problemas imediatos até consequências mais graves ao longo dos anos.
O protetor solar é um produto essencial porque reduz a quantidade de radiação ultravioleta que chega à pele, diminuindo os danos causados pela exposição solar. Essa proteção ocorre por meio da ação de filtros solares químicos e/ou físicos presentes na formulação.
Entre os principais problemas que podem ser prevenidos ou reduzidos pelo uso adequado do protetor solar estão:
Além disso, o uso diário do protetor solar é importante não apenas em dias ensolarados ou durante atividades ao ar livre. A radiação UVA está presente durante todo o dia e pode atravessar nuvens e alguns tipos de vidro, contribuindo para o acúmulo de danos na pele ao longo do tempo.
Para escolher um protetor solar adequado, é importante entender o significado do FPS (Fator de Proteção Solar).
O FPS indica principalmente o nível de proteção contra os raios UVB, que são os principais responsáveis pelas queimaduras solares e pelo surgimento de vermelhidão na pele.
Esse fator representa a relação entre a quantidade de radiação UVB necessária para causar vermelhidão em uma pele protegida pelo produto e em uma pele sem proteção.
Por exemplo, um protetor solar com FPS 30 significa que, em condições controladas de teste, é necessária uma exposição aproximadamente 30 vezes maior à radiação UVB para causar vermelhidão na pele protegida em comparação à pele sem proteção.
Entretanto, isso não significa que seja possível permanecer indefinidamente ao sol. A eficácia do produto depende de fatores como quantidade aplicada, suor, contato com água, exposição intensa e necessidade de reaplicação.
De forma aproximada:
Por isso, pessoas com maior sensibilidade à radiação solar, como aquelas com pele mais clara, que queimam facilmente ou bronzeiam pouco, geralmente necessitam de protetores com FPS mais elevado, especialmente em situações de maior exposição solar.
A radiação ultravioleta é uma parte da radiação emitida pelo sol e pode ser prejudicial aos seres vivos quando há exposição excessiva.
Os raios UVA possuem comprimento de onda entre aproximadamente 320 e 400 nm e conseguem penetrar mais profundamente na pele, chegando até a derme. Eles estão relacionados ao envelhecimento precoce, surgimento de manchas e alterações celulares que podem aumentar o risco de câncer de pele.
Já os raios UVB possuem comprimento de onda entre aproximadamente 280 e 320 nm e atuam principalmente nas camadas mais superficiais da pele, sendo os principais responsáveis pelas queimaduras solares e por danos ao DNA das células.
Por isso, é importante utilizar produtos que ofereçam proteção de amplo espectro, ou seja, contra UVA e UVB.
O processo de fabricação do protetor solar envolve diversas etapas de formulação, mistura, emulsificação e controle de qualidade para garantir que o produto final apresente estabilidade, segurança e eficiência.
A composição pode variar conforme o tipo de protetor, textura desejada e nível de proteção solar.
Um protetor solar é formado por uma combinação de diferentes ingredientes, que podem incluir filtros solares, emulsificantes, agentes de textura, conservantes, hidratantes e outros componentes.
Os filtros solares são os responsáveis pela proteção contra a radiação UV.
Um dos filtros químicos mais utilizados para proteção contra UVA é a avobenzona (Parsol 1789), que atua absorvendo essa radiação e reduzindo sua ação sobre a pele.
Outro composto bastante utilizado é o dióxido de titânio, um filtro mineral capaz de atuar sobre uma ampla faixa de radiação ultravioleta, absorvendo e espalhando parte dessa radiação.
Primeiramente, a água utilizada no processo passa por sistemas de purificação, como a osmose reversa, que remove sais minerais e outras impurezas, garantindo maior qualidade à formulação.
Depois, os ingredientes são preparados e separados em diferentes fases, principalmente:
Fase aquosa: contém água e componentes solúveis em água.
Fase oleosa: contém óleos, filtros solares e outros ingredientes compatíveis com essa fase.
Após a preparação, ocorre a mistura entre essas fases por meio da emulsificação. Essa etapa é fundamental para formar uma emulsão estável, garantindo a textura e a distribuição uniforme dos componentes do protetor solar.
Em seguida, o produto passa por processos de homogeneização e testes de qualidade, avaliando características como estabilidade, viscosidade, pH e eficiência da proteção solar.
Somente após a aprovação desses testes o produto é encaminhado para o envase.
A natureza também apresenta exemplos de mecanismos de proteção contra a radiação solar.
Algumas plantas e microrganismos desenvolvem estratégias para lidar com ambientes de alta exposição solar. Um exemplo é a alga Dunaliella bardawil, que produz pigmentos como carotenoides capazes de auxiliar na proteção contra o excesso de radiação e o estresse causado pela luz.
No corpo humano, a melanina é um pigmento natural produzido pela pele que ajuda a proteger as células contra a radiação ultravioleta, absorvendo parte da energia proveniente dos raios UVA e UVB.
Esses mecanismos naturais podem inspirar pesquisas futuras para o desenvolvimento de novas tecnologias aplicadas aos protetores solares, incluindo alternativas produzidas por processos biotecnológicos.
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