Você já se questionou sobre as consequências do descarte incorreto dos efluentes no meio ambiente? E de que forma ele afeta a sociedade?
Em todos os estágio da vida humana produzimos resíduos, desse modo, tanto indústrias quanto residências produzem efluentes. Os mesmos, quando ocorre o descarte incorreto, afeta não apenas o meio ambiente, mas também as pessoas que encontram-se nele.
A crise hídrica tornou-se uma preocupação mundial, e agravou-se no Paraná, onde foi imposto à população de Curitiba um rodízio no fornecimento de água. Além disso, segundo dados da ANA (Agência Nacional das Águas), o consumo de água das indústrias corresponde a 7% da vazão consumida no Brasil. Portanto nota-se a importância do tratamento desses efluentes para que não sejam despejados de forma incorreta e resultem na contaminação de rios e águas.
Nesse artigo você confere quais as maiores consequências do descarte incorreto dos efluentes!
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Os efluentes industriais são um dos maiores responsáveis por danificar o meio ambiente. Isso acontece devido a presença de produtos químicos (solventes e pesticidas), metais (chumbo, cádmio, mercúrio) e solventes químicos que ameaçam os ciclos naturais de onde são descartados.
Portanto, o descarte incorreto desses efluentes, alteram tanto as características do solo e da água, podendo ocorrer a poluição e/ou contaminação.
O primeiro ocorre quando os efluentes modificam o aspecto estético, como a composição, cor, turbidez ou a forma do meio físico. Já o segundo, ocorre quando o descarte incorreto põe em risco a saúde das pessoas, animais e plantas, contaminando tanto os lençóis freáticos quanto o solo.
Vale ressaltar a poluição térmica causada pelas águas dos sistemas. Ao aumentar a temperatura, reduz-se a quantidade de oxigênio, e também substâncias que produzem odores na atmosfera, devido a produção principalmente de sulfetos e gás sulfídrico.
Ademais, nos efluentes industriais pode-se encontrar resíduos, que por não serem decompostos naturalmente, matam microrganismos, plantas e animais. Isso torna a água imprópria para uso, além de afetarem o equilíbrio do ecossistema aquático.
Outra consequência que vale ressaltar é a contaminação da água subterrânea. Segundo a Cetesb , o descarte incorreto dos efluentes caracterizam-se como uma das principais fontes da contaminação das águas subterrâneas, provenientes de indústrias químicas, petroquímicas, metalúrgicas, alimentícias, entre outras, pois podem escoar pelo solo e contaminando.
Além disso, o descarte dos efluentes também causa a morte de peixes, uma vez que o lançamento desequilibra a vida aquática afetando a quantidade de oxigênio na decomposição. Outrossim, os nutrientes presentes nesses efluentes (nitrogênio e fósforo), em altas concentrações e quando somados a boas condições de luminosidade, causam a proliferação excessiva de algas, resultando no fenômeno da eutrofização.
A eutrofização causa tanto a redução da diversidade de espécies quanto a da transparência da água e de oxigênio dissolvido na água. Quando ocorre em altos níveis, pode causar a morte, de animais domésticos e de humanos, caso a água seja ingerida.
Além das consequências no meio ambiente, o descarte incorreto dos efluentes causam problemas de saúde pública. Esses efluentes possuem metais pesados, que ao serem despejados em águas, contaminam os peixes de água doce ou do mar.
A pessoa, ao ingerir esse alimento ou a água, absorve esses metais, que se depositam no tecido ósseo e gorduroso, deslocando minerais nobres dos ossos e músculos para a circulação, provocando doenças, como tumores hepáticos e de tireoide, rinites alérgicas, dermatoses e alterações neurológicas. Além das doenças causadas pelo descarte do esgoto sem tratamento, como as hepatites, a meningite e a disenteria.
Ademais, vale ressaltar, que existem também os efluentes gasosos, que provocam o fenômeno da chuva ácida, do efeito estufa, além de destruir a camada de ozônio. E causam doenças como asma, enfisema, doença pulmonar e até câncer pulmonar.
Além de afetar todo o sistema no qual está inserido, o descarte incorreto dos efluentes trata-se de um crime ambiental. Existem legislações que asseguram o descarte correto assim como punem os incorretos.
As normas que regulamentam o tratamento de efluentes estão na NBR 13.969/97 da Associação Brasileira de Normas e Técnicas (ABNT) e a resolução N.º 430 do CONAMA, que estabelece os parâmetros, padrões e diretrizes da gestão do lançamento de efluentes em águas receptoras.
Além disso, a Lei dos crimes ambientais, penaliza a pessoa jurídica, podendo liquidar a empresa e resultar em multas que podem chegar aos milhões. Há também a Lei da Política Nacional do Meio Ambiente, na qual, o poluidor é obrigado a indenizar o Ministério Público pelos danos ambientais que causou, além do infrator está sujeito a penas como a prisão.
É comum, ao pensar em tratamento de efluentes, ter uma visão que trata-se apenas de um custo adicional, no entanto, é um investimento inicial, com oportunidades de futuras reduções de custos. Além da responsabilidade social e ambiental que sua empresa estará cumprindo, visto que, caso o descarte correto ocorra, os impactos negativos reduzirão.
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