Antes de tudo, a prática visa uma padronização do processo como um todo para garantir a qualidade e a segurança final da produção, para evitar assim contaminações, perdas de sementes e grãos, e gerar um maior rendimento maior, juntamente com um negócio mais competitivo no mercado.
A indústria agrícola tem a responsabilidade de adequar todas as suas etapas a cuidados que previnam resultados desagradáveis e perdas na produção. A Embrapa, Empresa Brasileira de Pesquisa Agrícola, apresentou alguns dados de perdas relacionados ao armazenamento inadequado de grãos.
Ainda mais, por ser quem atua diretamente em todas as etapas de produção, desde a colheita, preparação dos equipamentos de processamentos e armazenamento dos grãos, análises específicas ao tipo de produto e até mesmo o transporte (perdas pré e pós-colheitas), essa indústria encontra inúmeros problemas relacionados a essas partes.
Abaixo você poderá entender melhor os motivos e receber algumas dicas de aprimoramento quanto aos problemas.
Como em qualquer produção, o segredo para bons resultados está no melhor tratamento dos componentes, desde a sua coleta. Para os grãos não é diferente, então é essencial que a colheita ocorra com boas práticas.
Antes de uma nova safra é muito importante que ocorram limpezas nas unidades de armazenamento de grãos, pois ficam resíduos que podem prejudicar a nova leva de grãos.
Por outro lado, quanto à limpeza dos grãos, há dependência da sua próxima utilização. Se for diretamente para o armazenamento final, as quantidades de impurezas devem ser baixíssimas (menos de 1%); se for participar de algum processo posterior, o recomendado é uma quantidade de até 5%.
Quanto à etapa prévia da armazenagem final, o processo de secagem é essencial para adequar o teor de umidade dos grãos que ficarão por bastante tempo armazenados.
Juntamente desses processos, os principais fatores que afetam a qualidade dos grãos e consequentemente são responsáveis por esta são: teor de umidade, pragas e fungos, grãos danificados, fragilidade a quebra, temperatura nos processos, massa específica, dentre outros.
Esses são os principais fatores que determinarão quais processos podem trazer a melhor qualidade dos grãos.
Há um grande problema no transporte de grãos no Brasil devido às grandes distâncias percorridas em hidrovia, ferrovia e principalmente rodovia (esta última possui altas perdas de grãos durante o caminho devido à péssima qualidade do asfalto existente e até a precariedade da frota de caminhões), o que faz com que o desperdício no transporte seja grande.
Há de se considerar também que nesse longo caminho percorrido, muitas vezes os grãos são exportados para fora do país e passam por transporte em navios e essa distância fica maior ainda.
Assim, por todos esses pontos, deve-se ter um cuidado com alguns fatores a respeito da armazenagem dos grãos no transporte, como a umidade, temperatura e tempo de transporte, devido a proliferação de fungos e a deterioração dos grãos.
Os insetos, mais comumente conhecidos como pragas, podem causar prejuízos pós-colheita. Cada praga surge de acordo com um tipo de cultura específica, e se divide em carunchos e traças. Podemos citar diversos tipos de pragas (existem algumas mais recorrentes no Brasil) que estão entre espécies de percevejos, besouros, larvas, moscas, etc.
Para controle de pragas podem ser empregados tratamentos:
Para conseguir identificar o que está afetando a qualidade dos armazenamento dos grãos é possível realizar algumas análises e saber qual a causa específica. Entre as principais podemos citar:
A determinação do teor de umidade dos grãos se torna um dos principais parâmetros para o controle de qualidade. É importante saber que cada cultura de grãos possui um valor máximo diferente.
Em altos índices de umidade pode haver a proliferação de microorganismos e fungos que produzem as micotoxinas.
Para sua determinação existe o medidor de umidade, um equipamento muito utilizado ao longo da produção, mas é possível realizar em laboratório através do teste da estufa ou uma análise por microondas, que costuma ser o mais comum nos laboratórios.
A análise de transgênicos ajuda na determinação de OGMs (Organismos Geneticamente Modificados). Você deve tomar cuidado com os OGMs pois eles podem ter diferentes padrões de qualidade e segurança para o consumo humano, já que cada país possui uma legislação, sendo necessárias análises para determinar o impacto do transgênico na qualidade final do produto.
Sua importância surge principalmente para produtos que serão destinados ao consumo humano e que devem seguir os padrões de qualidade exigidos pelo consumidor. A realização destas análises acontece em laboratório com pessoas treinadas a fim de buscar as análises descritivas, discriminativas e afetivas.
A análise sensorial possui alguns parâmetros como sabor, odor, textura e ocorre frequentemente com grãos de soja, grãos de café, grãos de aveia mas principalmente são realizadas no setor de indústrias alimentícias para o controle da qualidade final.
A proliferação de fungos, como foi dito anteriormente, ocorre principalmente quando a umidade dos grãos está alta ao serem armazenados. Esses fungos são responsáveis pela produção de micotoxinas, que são tóxicas para o consumo.
Devido a isso, é essencial a determinação e quantificação de micotoxinas nos grãos por meio de análises laboratoriais, já que existem diferentes tipos de micotoxinas geradas por cada fungo, e este pode variar de acordo com a cultura de grãos em questão.
O teste de germinação é um dos testes mais conhecidos e com resultado direto, que ajuda a determinar a porcentagem máxima de grãos que irá germinar após o cultivo, e pode ocorrer em laboratório seguindo algumas condições padrões como temperatura e umidade.
O teste do tetrazólio, conhecido como ser uma análise da viabilidade das sementes, mede os danos causados por 3 principais parâmetros: umidade, danos mecânicos e por percevejo (insetos). Assim, analisa-se a qualidade das sementes, sendo um complemento para o teste de germinação para conseguir um melhor resultado no cultivo.
Com todas as etapas de preparo do grão para seu comércio ou uso, o momento de armazenagem exige muitos cuidados para se ter a garantia da qualidade adquirida.
Por isso, inúmeros fatores são essenciais para não ocorrerem desvios de qualidade no produto final. Suas características físicas, químicas e fisiológicas podem se perder se procedimentos incorretos forem realizados.
Quando falamos do armazenamento dos grãos, podemos relacionar inúmeros pontos positivos a esse processo. A garantia do produto com qualidade por mais tempo, diminuição das perdas no campo, redução de gastos com transporte quando necessário, bem como para utilizações urgentes, e, principalmente, o comércio e utilização em períodos em que não haja produção excessiva.
De acordo com a característica de cada grão cabe um armazenamento adequado. Varia-se muito dos cuidados necessários em seu período de mantimento.
É importante ressaltar que nessa etapa os grãos não serão melhorados, apenas resguardados.
Assim, essas variadas etapas e formas de armazenamento de grãos devem ser específicas quanto às quantidades e qualidades que são pretendidas para serem mantidas no armazenamento.
Viu como práticas de armazenamento de grãos são responsáveis tanto pela qualidade quanto pela economia dos produtos? São essenciais para a obtenção do produto final desejado!
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