Antes de falar sobre o que é um adjuvante, precisamos falar sobre agronegócio.
O agronegócio pode ser compreendido pela soma de todas as etapas e processos que envolvem o contexto socioespacial da produção agropecuária. Esta seção é formada por todos os serviços (desde a produção até a distribuição), a mão-de-obra, o armazenamento, as técnicas, equipamentos e produtos relacionados.
Sendo o Brasil um país de grande extensão territorial e com um ambiente favorável; devido à abundância de água, solo propício ao plantio e boa luminosidade, esta atividade tem destaque em escala mundial. O país lidera o ranking de exportação de café, açúcar, cana-de-açúcar e de carnes (bovina, de frango e suína). Os cinco Estados que mais exportaram produtos advindos do agronegócio, em julho, somaram US$ 6,17 bilhões, o que representa 67,77% do total exportado pelo país. O ranking é formado por São Paulo, Mato Grosso, Rio Grande do Sul, Paraná e Minas Gerais. Sendo considerado o setor de maior influência no desenvolvimento da economia brasileira, é ele quem lidera a maior porcentagem no PIB brasileiro, sendo ela de 26,6%.
Apesar do clima ser favorável, o Brasil encontra alguns desafios quanto à chuvas, estiagem, pragas e doenças na plantação. Dados retirados do relatório “Mercado Mundial de Adjuvantes Agrícolas” apontam a América do Norte como controladora de 40% do mercado de adjuvantes. Porém o Brasil, junto a toda América Latina e à Ásia, é considerado mercado “inexplorado”. Mesmo sendo destaque mundial do agronegócio, o Brasil ainda tem um enorme potencial para crescer.
A fim de melhorar a qualidade dos produtos e aumentar a produção, o Brasil, pesquisa cada vez mais sobre o melhoramento das tecnologias e aplica altos investimentos, tudo feito para a melhora destes resultados. Um exemplo dessas técnicas que tem revolucionado o mercado agrícola é o início da utilização dos adjuvantes agrícolas.
A palavra adjuvante vem do latim adjuvare, que significa ajudar. Essa palavra é muito comum na área agrícola quanto na área da medicina, sendo considerada grande ferramenta auxiliar de fármacos e vacinas. Ajudam o antígeno a desencadear uma resposta imune rápida, intensa e duradoura utilizando a menor quantidade de antígeno possível; abaixar para o mínimo as reações tóxicas locais e sistêmicas, além de biodegradável, econômico e de simples fabricação.
O surgimento dos adjuvantes agrícolas se inicia no século 18, quando descobriram que resinas de pinheiro, farinha de trigo, melaço e açúcar podiam promover modificações físicas e químicas nas caldas de pulverização, que nesta época eram à base de cal, enxofre, cobre e arseniatos, e assim melhorar o controle de pragas.
A partir disto, os adjuvantes têm feito parte da rotina das pulverizações. De acordo com a Sociedade Americana de Testes e Materiais, tais materiais tem a função de auxiliar, modificar a ação de um produto agroquímico ou até modificar as suas propriedades físicas quando adicionados a um tanque de mistura.
Eles vieram na tentativa de potencializar a eficiência de outros produtos e atuam em defensivos agrícolas para assegurar que cada gota contenha quantidade similar do ingrediente ativo, ou seja, que o produto tenha uma uma maior homogeneidade, uma vez que, a maioria desses produtos não são solúveis em água.
Assim, são responsáveis pela maior facilidade de aplicação, redução de perda e riscos, e melhor desempenho do defensivo agrícola.
Misturados á diversos herbicidas, inseticidas e fungicidas, são poderosas ferramentas à disposição dos agricultores. Eles permitem driblar os fatores que prejudicam a aplicação deles, aumentam a cobertura de aplicação nas folhas e melhoram a absorção por parte delas.
Dentre os diversos desafios enfrentados pelos produtores agrícolas, um dos que mais se destaca é o desperdício de produtos e cuidar da plantação da maneira adequada a fim de garantir a qualidade da colheita, no final da safra. Dessa forma, se faz imprescindível que o empreendedor rural invista em produtos que nutram a plantação e/ou controlem as possíveis pragas que possam afetar os produtos.
Assim, uma das práticas mais comuns é o preparo da calda de pulverização. Entretanto, esse processo pode gerar desperdício de insumos que podem chegar até 70%. Você deve analisar esse dado com muita preocupação, uma vez que pode gerar prejuízos incalculáveis para o negócio. Nesse sentido, é necessária a utilização de um produto que não só economize o insumo base mas também potencialize a ação das substâncias para a saúde da plantação.
E é nesse contexto que se dá a importância do uso dos adjuvantes agrícolas. Quando o produtor usa um adjuvante na sua calda de pulverização, não haverá desperdício de produtos agrícolas e também conseguirá controlar de uma maneira mais satisfatória todo o seu processo de cultivo.
Além dos benefícios citados acima, o adjuvante agrícola também fornece outros melhoramentos na hora da pulverização:
Para que as colheitas tenham a melhor produtividade, é interessante saber qual o melhor adjuvante para a calda de pulverização. Entre as classificações, a mais comum relaciona a os insumos com a função de cada. Dessa forma, existem dois tipos primários:
Adicionar esse tipo de adjuvante ajuda a elevar a atividade dos insumos. Aqui se enquadram surfactantes (aniônicos, catiônicos, não iônicos e anfotéricos), óleos (minerais e vegetais) e fertilizantes nitrogenados.
São adicionados a fim de não só alterar as propriedades físicas ou químicas da calda mas também melhorar a aplicação da formulação. Alguns tipos são: molhantes, corantes, controladores de deriva, agentes espessantes, agentes adesivos, condicionadores de calda, agentes de compatibilidade, reguladores de pH, umectantes, antiespumantes e absorventes de UV.
São inúmeros os tipos de adjuvantes existentes no mercado e também são diversas as situações de aplicação, e tudo isso pode ser um pouco confuso, entretanto após estudar um pouco sobre a situação específica de cada colheita, não é difícil escolher o adjuvante ideal.
É importante ressaltar que um determinado adjuvante pode ser apenas ativador, apenas modificador de calda ou ambos. O adjuvante ideal para o plantio irá depender dos objetivos que o agricultor pretende ter com a aplicação.
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